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Escrito por Rayne Paz, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Salvador, Bahia
Minha mãe sempre teve o costume de cultivar plantas e quando passei a morar em minha nova casa resolvi levar essa prática para o meu lar. Confesso que no início não estava muito habituada com os cuidados devidos e algumas chegaram a morrer. Porém, curiosamente uma delas que aparentemente estava “morta” após alguns dias sendo podada e regada passou a crescer novamente, como uma nova planta, restaurada e mudada. Foi interessante observar que seus galhos já secos passaram a brotar novos ramos. Um verdadeiro renovo.
Esta é a exemplificação usada por Isaías no capítulo 11, verso 1, e capítulo 53, verso 2. Aquilo (ou aquele) que parecia estar morto quebrou-se arrebentando-se para gerar algo novo, e não poderíamos estar falando de outra pessoa que não fosse o Messias. O Messias, Cristo que veio para renovar e frutificar sabedoria, justiça e fidelidade para um povo já considerado “morto”. Esse renovo abrangeu para além dos destinatários iniciais e nos alcançou. - “E Isaías também diz: ‘Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes porão nele a sua esperança.’” (Rm 15:12).
Em João 15 Jesus cita que Seus discípulos também são ramos que brotam de uma videira verdadeira: Ele próprio. Nós somos o fruto do trabalho de Cristo na cruz, somos os ramos que brotam advindos do Seu sacrifício. Ora, se estamos ligados a uma árvore que é viva, nada mais resultante do que crescimento e geração de frutos. Contudo, esse crescimento e frutificação exige algumas observações:
- A poda: “Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15:2). - Só há crescimento em um ramo que é limpo, e somos limpas pela Palavra. Devemos ler, pô-la em prática em nossas vidas pois ela é como uma espada que nos penetra para nos transformar (Hb 4:12);
- A permanência e dependência: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim.” (Jo 15:4). - Nenhum ramo produz fruto de si, é necessário depender da Videira. A produção de frutos implica em entender que sozinhas não conseguiremos, precisamos abandonar a ideia de independência e submetermos nossas vidas a Cristo;
- Atribuição da glória ao verdadeiro digno: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (Jo 15:8). - É comum ao ser humano observar os seus resultados e atribuir a conquista a si mesmo ou aos seus próprios esforços. Não é assim que funciona no Reino de Deus. Deus é glorificado quando produzimos frutos e a Ele devemos atribuir tal feito.
Como resultado de um brotamento nós também devemos seguir produzindo. Deus nos convida através do exemplo de Cristo para nos sujeitarmos a Ele, firmarmos Nele, dependermos Dele e produzirmos para Ele.
Em que você pode frutificar hoje? Em serviço na congregação? Amando no seu lar? Evangelizando os perdidos? Orando por alguém?... Tenho certeza de que são muitas as formas de manifestação desses frutos. E não esqueça, Deus é glorificado em nossas vidas quando frutificamos, então: frutifique!
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Escrito por Abby Baumgartner, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em Texas, Estados Unidos
Na escola, você já tentou cultivar uma planta em um pedaço de papel toalha molhado? Minha professora do ensino fundamental deu a cada aluno uma pequena semente, um pedaço de papel toalha molhado e um saco plástico com fecho. Colocamos a semente dentro do papel toalha dobrado, o papel toalha dentro do saco e o saco perto de uma janela. Ao longo de uma semana, observamos as sementes germinarem, mas as plantas não duraram muito. Uma muda não consegue sobreviver para sempre em um papel toalha molhado — na verdade, o caule quebra se a planta não estiver enraizada em uma fonte de força e sustento. Uma planta não consegue viver e crescer sem fixar suas raízes em algo mais forte do que ela mesma.
Essa lição científica aparentemente trivial também se aplica à vida. Quando confiamos apenas em nossas próprias habilidades para crescer, temos sucesso por um tempo, mas sem estarmos enraizadas em uma fonte mais profunda de força, falhamos continuamente. As Escrituras também refletem essa ideia. Quando o Senhor libertou os israelitas do Egito, eles se comprometeram a seguir o Deus vivo que realizou milagres, os tirou do cativeiro e abriu o Mar Vermelho. Contudo, o crescimento na confiança em Deus ainda não havia se enraizado — eles ainda questionavam como Ele proveria alimento e água, duvidavam de Sua proteção e constantemente escolhiam seus próprios desejos em vez da proximidade com Deus.
Mas, antes de julgar os israelitas da antiguidade, preciso lembrar que luto com as mesmas coisas. As Escrituras dizem que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3:23 NVI). Se eu fosse capaz de corrigir minhas próprias falhas, não precisaria de um Salvador. Vejo áreas da minha vida em que quero crescer, mas fazer mudanças positivas e duradouras dá muito trabalho! Por exemplo, lutei muito contra a fofoca no passado. Queria honrar a Cristo e aos outros abandonando meus hábitos pecaminosos, mas minha força de vontade não era suficiente. A boa notícia é que fui “justificado gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24). Isso não me passou despercebido, mas eu queria crescer na minha capacidade de honrá-Lo plenamente… O que eu poderia fazer?
Em sua carta aos Colossenses, Paulo escreveu: “Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão” (Cl 2:6-7).
Uma das maiores tentações da vida é dizer que posso ser a fonte do meu próprio crescimento, que dentro de mim está contido tudo o que é necessário para me tornar uma pessoa melhor. Embora cada pessoa deva desempenhar um papel na criação de mudanças saudáveis em suas vidas, o crescimento só cria raízes quando estamos "enraizadas" em Cristo. Esta passagem de Colossenses tornou-se uma das minhas favoritas porque destaca a minha humildade, a suficiência de Cristo e a nossa constância.
Primeiramente, minha humildade: Paulo diz que devemos “viver” em Cristo da mesma forma que “recebemos” a Cristo (Cl 2:6). Recebi a Cristo na situação mais humilde possível. Eu tinha consciência da minha insuficiência e da minha necessidade de um Salvador, e me aproximei de Cristo com dependência infantil. Ao eliminar as fofocas dos meus relacionamentos, reconheci que minha força tinha limites — eu precisava deixar de lado meu orgulho e voltar para Cristo em busca de ajuda.
Em segundo lugar, a suficiência de Cristo: Cristo é mais do que capaz de suprir as minhas necessidades, porque quando estou “enraizada” nEle, também sou “edificada” e “firmada” (Cl 2:7). Quando eu foco mais em tudo o que Cristo me dá, aprendo a confiar nEle para sustentar a minha necessidade de conexão que eu tentava preencher através da fofoca. Só então pude me libertar do medo que me levava a buscar conexão de maneiras nada saudáveis.
Finalmente, nossa constância: Com o tempo, desenvolvemos constância em nosso relacionamento com Cristo. Ao ver Sua obra em minha vida, minhas raízes se aprofundam e eu cresço rumo à abundância de gratidão (Cl 2:7). Agora, minha vida produz o fruto da alegria e da gratidão porque minhas raízes estão em Cristo.
Ao sair hoje, reflita: Como você pode se lembrar de suas raízes em Cristo e como pode buscar o fruto desse enraizamento?
